SARDENHA: um mar de itinerários
A Sardenha é famosa pela sua costa, principalmente a Costa Esmeralda onde se concentram os vilarejos mais famosos, marinas luxuosas e mansões de milionários. O jet set internacional flui para esta região a bordo de potentes iates durante os meses de verão e transforma a paisagem em cenário de cinema.
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Entretanto, fugir do insensato tumulto dos famosos significa embrenharmo-nos pelo interior da ilha pelas regiões de Sassari, Alghero e Oristano, através das belas estradinhas curvilíneas que rasgam a cadeia de montanhas, saboreando a natureza e descobrindo spiaggias de areia branca semi-desertas… em plena alta estação. Banhadas pelo translúcido Mediterrâneo, é um convite ao mergulho, relaxamento e banhos de sol. Ao mesmo tempo, o itinerário vai revelando a existência de vilarejos perdidos, cujo nome dificilmente consta do mapa turístico tradicional.
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O agroturismo, que significa hospedarmo-nos em “mini-hotéis”, ou pequenas fazendas, foi uma forma dos proprietários rurais acrescentarem dinheiro extra aos seus rendimentos. Sendo assim, disponibilizam alguns quartos ou chalés nas suas propriedades – que continuam a funcionar produtivamente - por diárias módicas ( em média, paga-se 70 a 80 euros por noite, alguns incluindo o jantar e sempre o pequeno almoço) e acomodam turistas que, em geral, só pernoitam. Através deste sistema, os agricultores mantém seus negócios e ao mesmo tempo propiciam aos hóspedes a verdadeira hospitalidade sarda. Personagens e figuras locais fazem parte da rotina de uma viagem que revela dia após dia muitas características e facetas da cultura e da história destes habitantes.
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Texto e fotos Antonella Kann
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