Wewood – Madeira sagrada

on Jan 1, 2020 in Embarque Imediato | No Comments

A Wewood é um ícone moderno do mobiliário português, uma das indústrias mais afamadas do país. As madeiras superiores estão na base de tudo. As suas peças estão espalhadas por mais de 50 países.

 

Madeiras nobres, sobretudo carvalho maciço e nogueira, novas tecnologias e tradição marceneira, e muito saber transmitido em proximidade. “Na fábrica temos três ou quatro gerações de marceneiros. Muitas vezes são famílias em que trabalham o pai e o filho, o tio e o sobrinho”: eis a Wewood, que fica na pequena cidade da Gandra, a uns 30 quilómetros do Porto. A par de Paços de Ferreira, lá perto, conhecida tradicionalmente como Capital do Móvel portuguesa, aqui também se potencia esta indústria dedicada ao conforto e decoração de interiores. A Wewood tem raízes na fábrica Carlos Alfredo, fundada nos anos 60, onde a produção acontece. Nome completo: Wewood – Portuguese Joinery (marcenaria portuguesa).

Hugo Ferro, do departamento da comunicação, conta-nos tudo. A marca Wewood começou a ser idealizada em 2008 pelo CEO Salvador Gonzaga, filho do dono da Carlos Alfredo, e a primeira apresentação aconteceu em 2012, no importante Salon Maison & Objet de Paris. Com os olhos apontados ao exterior, vendem para 54 países. França, Reino Unido e a região do Benelux são os principais mercados, e também a Austrália e a China (os valores de exportação, em 2018, atingiram os 95% da produção). A necessidade que sentiam de os consumidores verem a qualidade do produto ao vivo, além da disposição online, levou a empresa a estabelecer um showroom num dos espaços mais tradicionais de mobiliário em Inglaterra, a Heal’s, em Londres, onde estão as principais marcas do segmento premium do género.

 

Criar ambientes

Com um portefólio recheado de propostas elegantes e eficazes, há três conceitos prioritários na Wewood: estética, funcionalidade e durabilidade. E é no design que isso se reflete. “O nosso objetivo é que as pessoas tenham menos peças com maior qualidade”, esclarece Hugo. “Não são propriamente peças baratas, mas são duradouras, e pretendemos que sejam um pouco intemporais.”

Nos primeiros tempos, a Wewood era mais conhecida por ser uma marca de aparadores (o modelo Scarpa é um dos ícones que se mantém). Da coleção original destaca-se também a estante X2, que, pelo “lado modular e divertido, pode colocar-se em várias posições”, as cadeiras Orca e Kundera, “totalmente em madeira maciça”, e a secretária Metis.

Num mercado sempre em inovação, a empresa começou a integrar outros elementos nas novas peças e num catálogo com cerca de 50 produtos. Nas mesas Corner e no aparador Carousel utilizam o mármore. Já o sofá Bowie é a primeira experiência da Wewood com o estofo. Foi criado em homenagem ao músico David Bowie e pensado pela “questão camaleónica” do artista, porque é possível alterar a cor do tecido e adaptá-lo a diferentes ambientes, do mais discreto ao mais extravagante. O sofá, juntamente com as cadeiras Caravela Lounge e a mesa Bica, marcam presença nos nove palcos da Web Summit, em Lisboa, desde 2017.

 

Poliglota

Outro dos segredos da Wewood são as parcerias com designers nacionais e internacionais. Entre eles estão Gonçalo Campos e o luso-francês Christophe de Sousa, antigo e atual diretor de design da empresa, respetivamente. À lista de colaboradores juntam-se os alemães Christian Haas e Tom Kelley, o neozelandês Leonhard Pfeifer, e as aquisições mais recentes – os franceses Aurélien Barbry e Pierre Dubourg. Todos amplificam a assinatura da marca. Há ainda a simbiose com o coletivo de arquitetos WOHA (Singapura), muito reputados na Ásia (“eles fazem arranha-céus gigantescos com uma componente ambiental e social”). Apesar de não terem a tradição de design de mobiliário, criaram, em conjunto com a Wewood, a etiqueta Wohabeing para produzir em Portugal uma coleção de mobiliário de qualidade para hotéis.

A empresa desenvolveu também a Wecontract, destinada a projetos de hotelaria e de restauração, que vai além da matriz residencial. Ultrapassada “a fase das dores de crescimento”, a Wewood quer sair cada vez mais da zona de conforto. Por isso, preveem mais parcerias e mais ideias. O novo catálogo é apresentado este mês em Paris, onde também será estreada a mesa que resultou da colaboração com o estúdio italiano Variaforma, que integra um designer de produto e um arquiteto. No futuro pretendem aumentar o leque do mobiliário e combiná-lo com mais vertentes. E ainda consolidar a marca e abrir showrooms noutras capitais europeias. Objetivo? O mundo.

wewood.eu

 

por Manuel Simões

Arquivos

Números

2012 /// ano de fundação

77 /// trabalhadores na fábrica Carlos Alfredo

18 /// equipa Wewood

54 /// países de exportação

95% /// exportação em 2018

€1500000 /// faturação em 2018

€13 105 /// peça mais cara: sofá Scaffold

€334 /// peça mais barata: cadeira Ericeira

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