Toronto – Ode à diversidade

on Sep 1, 2017 in Partida | No Comments

O lema do Canadá é “A diversidade é a nossa força” e nesta urbe ganha novos contornos. Aqui cabe o mundo inteiro. É um elogio ao multiculturalismo, vibrante, irreverente. No verão juntamo-nos aos torontinos no desfrute da vida ao ar livre. No inverno acompanhamo-los na fascinante rede subterrânea onde a vida não para. Tal como não para o desenvolvimento arquitetónico a apontar ao céu. Bem-vindos à maior cidade de um dos mais jovens países do planeta, que este ano faz 150 anos.

 

A cidade-adolescente

Por mais que tentemos, não encontramos forma mais acertada para descrever Toronto, a cidade adolescente: “Um pouco estranha, mas interessada, experimental, aberta a coisas novas, e que por vezes consegue ser cool. Mas a maior parte do tempo é apenas estranha.” Roubemos por isso a definição de Natalie Roth, produtora, artista e designer canadiana (conheça-a na página 52), e acrescentemos-lhe mais algumas características: irreverente, cosmopolita, diversificada, multicultural. Considerada pela revista The Economist como a quarta melhor cidade do mundo para se viver, é casa de mais de 2,8 milhões de pessoas, ou perto de seis milhões, se considerarmos toda a área metropolitana, o que faz dela a maior cidade do Canadá (é capital de Ontário, a província mais populosa do território), país que a 1 de julho celebrou o seu 150º aniversário, data que assinala o reconhecimento da Confederação do Canadá pela rainha Vitória. Apesar de independente, o país mantém uma relação umbilical com o Reino Unido: o chefe de Estado continua a ser a monarca britânica, representada por um governador-geral. Isto faz do país uma monarquia constitucional, um estado federal e uma democracia parlamentar. Situada na margem norte do Lago Ontário, o mais oriental dos cinco grandes lagos da América do Norte – que fazem com que o Canadá tenha 20% da água potável do mundo –, a cidade tem uma costa que se estende por 43 quilómetros, se considerarmos a área da Grande Toronto, com praias, marinas e portos. Logo em frente à baixa ficam as ilhas, à distância de uma viagem de ferry. Os cruzeiros na zona do porto e em redor das ilhas são diários. Casa da terceira maior praça financeira da América do Norte, Toronto é também conhecida por ser a Hollywood do Norte, com uma crescente indústria de cinema. As semelhanças da cidade com Nova Iorque e Chicago fazem com que seja local de filmagens de séries como Suits ou filmes como American Psycho, Crash (realizado pelo canadiano David Cronenberg), Chicago ou alguns X-Men. Toronto é ainda palco do Toronto International Film Festival, considerado por muitos uma antecâmara dos Óscares, cuja cerimónia este ano se realiza entre 7 e 17 de setembro. Mas nem só de cinema se faz a história cultural de Toronto. A intensa atividade teatral faz dela o terceiro maior palco em língua inglesa e deu ao mundo grandes nomes da escrita, como Margaret Atwood, atores como Jim Carrey ou Christopher Plummer, e músicos como Glenn Gould. Permanentemente habitada há mais de 11 mil anos, os vestígios das antigas tribos indígenas podem ser vistos no Royal Ontario Museum. O Canadá, segundo maior país do mundo, a seguir à Rússia, é na verdade um país pequeno, com pouco mais de 35 milhões de habitantes. Um território descoberto pelos europeus no século XV, sofrendo sucessivas invasões de ingleses e franceses que marcaram de forma definitiva a sociedade, economia e cultura do país, mas que tendem a diluir-se num espaço cada vez mais multicultural.

torontoisland.com  \\\ mariposacruises.com \\\ tiff.net \\\ rom.on.ca \\\ seetorontonow.com

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Babel

Vêm numa corrida controlada da Galeria Italia, uma imensa estrutura de madeira e vidro com vista para a Dundas Street, e espalham-se pela sala. Os traços dos rostos e a tom da pele denunciam-lhes a origem de vários pontos do globo. São 17 alunos da Somerset Drive, escola primária nos arredores de Toronto, de dez países diferentes: Filipinas, Índia, China, Estados Unidos da América, Trinidad e Tobago, Jamaica, Paquistão, México e Canadá. Em segundos, o Centro de Esculturas Henry Moore, no segundo piso da Art Gallery of Ontario, é o espelho de Toronto. Uma cidade onde se fala mais de 130 línguas e dialetos, onde toda a informação oficial é replicada em 30 línguas (no mundo apenas comparável às 24 línguas das instituições da União Europeia).

O inglês, a par do francês, uma das línguas oficiais do Canadá, ouve-se por todo o lado, mas a cidade é uma verdadeira Babel, com o espanhol, naquele jeito quente da América do Sul, a misturar-se com o português (é a quinta língua mais falada na cidade), o tamil, o mandarim, o árabe, o vietnamita e tantas outras. Passam por nós famílias multiculturais, como a de Tim e Alana, nascidos em Trinidade e Tobago e na Jamaica, respetivamente, acompanhados por Mateo, este um verdadeiro torontino. Há jovens iranianos de rastas, velhos sikhs de turbante, mulheres de hijab, yuppies de fato e gravata, sul-americanos de tronco tatuado, jovens loiras com ar executivo. Mais de 50% da população de Toronto veio de fora do Canadá, uma realidade que se traduz na geografia da cidade e na oferta gastronómica.

Saindo da Art Gallery of Ontario e virando à esquerda, andamos em direção à Spadina Avenue, coração da Chinatown, que se dilata a norte e a sul de uma das mais movimentadas avenidas de Toronto. Ali ao lado, a pouco menos de três quilómetros, fica Little Portugal, que confina a norte com a Little Italy, com uma grande diversidade de bares e restaurantes, e passagem obrigatória se quiser chegar à Koreatown, com mercearias abertas 24 horas por dia. A leste, atravessando meia cidade, há ainda a Greektown, e a sul desta fica a Little India. Em cada um destes bairros o inglês mistura-se com as línguas das respetivas comunidades, que surgem também nos letreiros das lojas e na toponímia. Vejam-se os sinais que identificam a Dundas Street e que no percurso que atravessa Little Portugal são coroados com a expressão Rua Açores.

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De cabeça erguida

Cinquenta e oito segundos bastam para chegar ao 114º andar da CN Tower e desfrutar da melhor vista sobre Toronto e as ilhas do Lago Ontário, mas será preciso muito mais do que isso para apreciar todas as tonalidades da cidade. Com sorte, em dias de céu limpo, os seus olhos podem percorrer os quase 100 quilómetros de largura do lago e ver a fronteira com os EUA, mas o que nos interessa está mesmo ali. Por isso, e depois de ter uma imagem do conjunto, que vai desde os arranha-céus da baixa às dezenas de bairros que irradiam a partir daqui, volte a pôr os pés na terra e percorra uma urbe que vibra dia e noite. Estão abertas as portas para um festim de diversidade, ou não fosse o mote da cidade – e do país – “A diversidade é a nova força”. Quando chegar à rua lembre-se de ir levantando a cabeça, porque cada esquina é uma combinação única de estilos históricos e contemporâneos, da grandeza da época vitoriana aos projetos minimalistas do século XX. A Praça Nathan Phillips é um bom exemplo da integração: a leste, a velha Câmara Municipal, edifício neorromânico de 1899; no centro, a atual, construída em 1965, duas altas torres curvas com um “olho” no centro, desenhadas pelo arquiteto finlandês Viljo Revell; e a oeste, a Campbell House. Construída em 1822 é o edifício mais antigo de Toronto ainda existente. Exemplos desta convivência pacífica de géneros são também os edifícios do Royal Ontario Museum e da Art Gallery of Ontario (AGO). O último foi reabilitado em 2008 com a assinatura de Frank Gehry, nascido em Toronto há 88 anos. Conta-se que Gehry passou muitos dos seus dias de infância em brincadeiras no Grange Park, nas traseiras da AGO, por isso faz sentido que este tenha sido o seu primeiro projeto no Canadá. Há mais de 40 anos que a baixa está a ser invadida por arranha-céus – o Toronto-Dominion Centre, duas torres em vidro e metal construídas no início da década de 1970, a que posteriormente foram acrescentadas outras quatro, marcou o início desta explosão –, mas nada se compara à forma como tudo mudou nos últimos anos. Os dados mostram que em 2005 existiam em Toronto 13 arranha-céus com mais de 45 andares. Hoje serão perto de 50, mas há outros 130 a serem erguidos. Com estes números é fácil de perceber que em Toronto existam apenas duas estações no ano: o inverno e a estação da construção.

cntower.ca

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Compras, o outro desporto nacional

Nem os rigores do inverno, em que as temperaturas podem cair até aos 25 graus negativos – ainda que a média se fique pelos menos 6 – impedem os torontinos de sair de casa. A cidade está bem equipada e não para nem nos dias dos maiores nevões, mas ao fim de seis meses, quando o verão regressa, as pessoas invadem os parques – são mais de 1600 na área metropolitana, correspondentes a oito mil hectares de terra e 200 quilómetros de trilhos –, apanham sol estendidas na relva em toalhas de praia, passeiam os cães (há mais de 55 mil cães registados nos serviços municipais de Toronto). As temperaturas chegam facilmente aos 30 e com o verão vêm os passeios de bicicleta, enchem-se as esplanadas, percorrem-se as ruas de sacos na mão. São grandes adeptos do consumo, ou não fossem “as compras o desporto nacional do Canadá”, diz-nos Javier Martinez Gonzalez, guia na cidade. A diversidade de Toronto vê-se também neste capítulo. Das lojas topo de gama da Bloor-Yorkville, que incluem marcas como Chanel ou Louis Vuitton, mas também marcas locais como a Holt Renfrew ou a Harry Rosen, aos espaços mais alternativos da West Queen West. Considerado pela Vogue como o “segundo bairro mais cool do mundo”, é oficialmente o Art+Design District de Toronto, com galerias de arte, boutiques de design, ateliês, lojas hipster e restaurantes de comida saudável. Pode sempre vaguear pelas ruas, mas se quiser garantir que não lhe escapa nada, há visitas organizadas pela empresa Art in Site. Ainda do lado Oeste da cidade, o Kensington Market não é um mercado no sentido tradicional do termo, antes um bairro de lojas que representam as muitas culturas que se encontraram em Toronto. Também não deve perder uma visita ao Distillery Historic District, do lado Leste da cidade. Um antigo complexo fabril, em tempos uma das maiores destilarias de whisky do mundo, está hoje convertido num espaço de lazer, conjugando lojas, galerias de arte, restaurantes e espaços de espetáculo. Entre um ponto e outro, aproveite para fazer uma paragem no St. Lawrence Market. Situado naquilo que foi em tempos a cidade de York, o ponto zero de Toronto, o mercado existe desde 1803 e já foi considerado pela National Geographic um dos melhores do mundo, com mais de 120 bancas de produtores locais que vendem de tudo, desde vegetais a marisco e café. Para amenizar os rigores do inverno, Toronto criou o PATH, o maior passeio subterrâneo da América do Norte. O acrónimo PATH corresponde a pontos cardeais identificados por cor: P, vermelho, para sul; A, laranja, para oeste; T, azul, para norte; H, amarelo, para leste. O conjunto de túneis estende-se por cerca de 30 quilómetros, ligando 1200 lojas e restaurantes, 50 torres de escritórios, 20 parques de estacionamento e cinco estações de metro e comboio.

bloor-yorkville.com \\\ artinsite.com \\\ kensington-market.ca \\\ thedistillerydistrict.com \\\ artinsite.com \\\ stlawrencemarket.com \\\ torontopath.com

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Arte urbana

A visita devia ter começado com um abraço à já famosa hugging tree, no cruzamento da Queen West Street com a Soho Street, mas estamos na estação da construção em Toronto (em contraponto com o inverno) e a árvore, umas das mais icónicas peças de arte de rua da cidade, está rodeada por tapumes. Pintada em 1999 por Elicser Elliott, que usou a tag (assinatura com marcador grosso) da sua equipa History Unleashes Genius (HUG) para assinar o trabalho, é frequentemente visitada e abraçada por muitos dos que ali passam. É este o ponto de partida para uma viagem à história dos grafitis em Toronto, odiados por muitos, amados por tantos. Eli Bordman, o nosso guia, é um miúdo franzino de cabelo loiro, olhos claros e nariz afilado, estudante de Direito na Universidade de Toronto, e transborda de entusiasmo enquanto fala tão depressa como anda pelas ruas e becos que servem de galeria urbana. É ele que nos irá explicar o que é isto de pintar paredes, seja com tags, throw ups (assinaturas maiores com recurso a spray, com letras gordas e coloridas), em wild style (um emaranhado de letras, de leitura mais difícil) ou criando masterpieces (o nome diz tudo). Vai contar-nos da guerra entre Rob Ford, presidente da Câmara de Toronto de 2010 a 2014, e os artistas de rua da cidade, das brigadas de limpeza e das multas que os donos dos prédios tinham que pagar por cada novo grafiti que surgia. Foi no meio desta batalha que um conjunto de moradores, cansados de pagar a limpeza dos prédios e as multas da Câmara, teve a ideia de criar a Grafitti Alley, que se estende entre a Portland Street e a Spadina Avenue. “Argumentaram que havendo uma zona em que os artistas pudessem pintar seria possível retirar os grafitis de outras zonas da cidade”, conta Eli. Basta uma viagem de táxi por qualquer zona de Toronto para perceber que o segundo objetivo não foi atingido – pode-se ver mais exemplos emblemáticos em Kensington Market, junto a Chinatown, ou na Ossington Laneway, a Oeste da Queen West. Em contrapartida, o Grafitti Alley é uma galeria de arte urbana aberta 24 horas, sete dias por semana, que se estende por quase um quilómetro, cheia de cor, vibrante e em constante evolução. A maior parte das peças são trabalhos de equipa que podem chegar a ter 20 ou 30 pessoas, cada uma com tarefas bem definidas, desde fazer os contornos, escolher as tintas ou simplesmente ficar de vigia. Ainda que existam zonas definidas para a arte de rua, continua a ser ilegal pintar as paredes – a não ser que o sejam a pedido dos donos dos prédios ou lojas –, por isso quase todo o trabalho acontece normalmente a altas horas da noite, diz Eli, que acha que estas obras são “doações à comunidade”.

tourguys.ca/toronto

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Comidas do Mundo

Há uma mão cheia de produtos que até os mais distraídos conseguem associar ao Canadá: maple syrup, bacon, lagosta, salmão selvagem e bacalhau, se pensarmos também na Terra Nova, há séculos uma região de pesca dos portugueses. Mas se existe uma gastronomia canadiana, que vai buscar as origens aos autóctones e posteriormente aos colonos ingleses e franceses e varia consoante as províncias e os produtos locais, ela está pouco presente em Toronto, embora podendo ser experimentada, por exemplo, no Boralia, na Ossington Avenue. Por outro lado, ocorre-nos a palavra “mixórdia”, que designa misturada, confusão, mas também comida malfeita ou vinho adulterado. Como tradução positiva da expressão inglesa “melting pot”, aplica-se na perfeição à gastronomia daqui. É a extensão da vivência das ruas ganhando um novo esplendor no prato. “Cada vez que alguém chega traz a sua comida. Quando começámos a receber muitos imigrantes do Médio Oriente, nos anos 1970-80, toda a gente começou a comer kebabs e shawarma. Comemos tantas que quase podemos dizer que isso é comida canadiana”, diz a artista Natalie Roth. É assim com tudo, os restaurantes japoneses, tailandeses, italianos, mexicanos, franceses, gregos, portugueses, coreanos… A fusão de culturas e gastronomia étnica é levada ao extremo quando algumas se cruzam na mesma cozinha. É fácil encontrar restaurantes que vendem sushi pizza (em que a base é feita de arroz), sushi burritos ou churro burgers (um hambúrguer dentro de duas rodelas de massa de churros cheias de açúcar). Há de tudo para todos os gostos. O difícil vai ser escolher.

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No lugar do ruído trovejante

Ouve-se um troar incessante vindo de longe, e uma neblina que se adensa e se transforma em chuva miudinha quando caminhamos ao longo do passeio que nos dá vista para as majestosas quedas de água. A este som os indígenas chamaram “onguiaahra”, ou Niagara, palavra que viria a batizar o lugar do “ruído trovejante”. O que se ouve é o ribombar de 28 milhões de litros por segundo a cair de uma altura de 57 metros e o que se sente na pele são as gotículas de água em suspensão que criam uma chuva invertida. Estamos ao lado da Cascata da Ferradura, a maior e mais impressionante das três que formam as Cataratas do Niagara, situadas no rio com o mesmo nome e que fazem a ligação entre os lagos Erie e Ontário. Toronto fica a pouco mais de hora e meia de distância de carro, mas também existem ligações aéreas que demoram cerca de 15 minutos, e os Estados Unidos estão já ali, na margem oposta do rio. Lá em baixo, dois barcos transportam turistas com impermeáveis azuis ou vermelhos, consoante começaram a viagem do lado americano ou canadiano. Os passeios de barco, a bordo do Hornblower, duram vinte minutos e custam cerca de 18 euros. As capas são, aliás, traje quase obrigatório para se aventurar perto das cataratas, seja cá em cima no paredão que contorna o rio, seja lá em baixo, caminhando pela rede de túneis, construídos em 1846, que o levam mesmo atrás da queda de água. Mas nem só de água se fazem as Cataratas. Também pode percorrer Clifton Hill, uma rua movimentada, cheia de restaurantes e atrações ao estilo Disneyworld, incluindo uma roda gigante. Pode tentar a sorte num dos casinos da zona, ou simplesmente percorrer os quase 60 quilómetros de trilhos que partem de Niagara-on-the-Lake até Fort Erie, a sul das quedas de água.

niagarafallstourism.com \\\ niagaracruises.com

 

por Hermínia Saraiva /// fotos Tiago Figueiredo

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A UP agradece ao Tourism of Toronto toda a ajuda prestada nesta reportagem.

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filme TORONTO de Tiago Figueiredo

TORONTO from Up Inflight Mag on Vimeo.

Arquivos

Visitar

Art Gallery of Ontario

Morada permanente de uma impressionante coleção de arte canadiana, que vai desde a fundação do país até 1985, além de albergar o Centro de Esculturas Henry Moore, a maior coleção do mundo do escultor e desenhista britânico. Dispõe ainda de coleções de arte africana e italiana, além de uma impressionante coleção de fotografia.

ago.ca

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Royal Ontario Museum

É o maior museu do Canadá, albergando mais de seis milhões de objetos, incluindo mais de 1000 artefactos que dão a conhecer as origens históricas, culturais e económicas dos primeiros habitantes do Canadá. Conta com um importante conjunto museológico dedicado às culturas do mundo, com destaque para o Egito, China e Grécia antiga.

rom.on.ca

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Ripley’s Aquarium of Canada 

Há 15 mil animais marinhos para ver, mas o ponto alto é mesmo a Dangerous Lagoon, criada em redor de um túnel com perto de 100 metros, que lhe dá uma sensação de imersão por entre tubarões, tartarugas, barracudas e peixes-serra. O espaço está aberto até às 23 horas, pelo que se quiser evitar as enchentes aconselhamos que vá apenas ao final da tarde.

ripleyaquariums.com

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Casa Loma

É o mais próximo que existe no Canadá de um castelo. Construída em 1914, tem 98 quartos e foi uma das primeiras casas em Toronto a dispor de um sistema completo de eletricidade. Percorrê-la é ter um vislumbre do luxo que se vivia no início do século XX.

casaloma.ca

 

Comer

Leña

A experiência no Leña começa por ser visual. As grandes janelas com vitrais, as cornijas em cobre oxidado, as escadarias que conduzem aos vários salões do restaurante, são do início do século XX. A isto foi acrescentado um bar octogonal em preto e dourado. Aberto há cerca de um ano, o Leña é uma homenagem à sogra argentina do chef Anthony Walsh, mas ao prato vão chegar-lhe muitos sabores familiares que têm a assinatura da chef Julie Marteleira (conheça-a na página 94). Provámos os camarões com morcela, a posta de Angus, o polvo com favas, e ficámos a chorar por mais.

lenarestaurante.com

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CN Tower 360 Restaurant 

No 360 o prato principal é mesmo a vista. O restaurante, a 351 metros do solo, dá uma volta completa a cada 72 minutos, por isso pode bem começar a refeição com uma deslumbrante vista sobre o lago Ontário e acabar a olhar para os arranha-céus da baixa de Toronto. Os menus, que honram a gastronomia local, variam consoante a época do ano e a garrafeira é farta: mais de nove mil garrafas. Funciona com menus de preço fixo, que tem como bónus dar-lhe acesso aos dois miradouros da CN Tower.

cntower.ca/en-ca/360-restaurant

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Citrus 

Uma fusão de sabores, de preferência a serem desfrutados no pátio em dias de verão. Comida asiática, como a sublime sopa tailandesa, e sabores canadianos com um toque francês, como a salada de lagosta. Também há sushi, ainda que não apareça na carta, e hambúrgueres. No bar existem pratos mais leves para um petisco.

grandhoteltoronto.com/dining

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Drake 

Neste hotel que é uma galeria de arte há três espaços para desfrutar de refeições quase caseiras, mas sofisticadas. Muitos dos produtos, como o pão, os scones, as pastas e os produtos de charcutaria são feitos ali mesmo. Se não são feitos em casa, são pelo menos locais e sazonais. Há muito por onde escolher, desde os hambúrgueres, por muitos considerados os melhores da cidade, aos bifes maturados, sushi ou pratos mais ligeiros.

thedrakehotel.ca/dining

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Pho Hung

Situado na movimentada Spadina Av., coração da Chinatown e paredes meias com o Kensington Market, o Pho Hung é um must da comida vietnamita, com mais de 30 anos de existência. A ementa é extensa e pode parecer um pouco confusa ao início, mas o melhor é escolher vários pratos para ir picando. As doses são generosas e dão para mais do que uma pessoa.

phohung.ca

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Rendez-Vous 

Esqueça os talheres e decore este nome: injera. Este pão fino, de aparência esponjosa e sabor ligeiramente amargo, sobre o qual é servida a comida etíope, faz também as vezes de garfo e faca. Se para si for uma estreia, escolha um dos combinados, de carne (cabrito ou vaca) ou vegetariano, e deixe-se transportar pelos quentes sabores africanos. Situado em Greektown, obriga a uma viagem de cerca de dez minutos a partir do centro, mas garantimos que vale a pena.

rendezvousethiopian.com

 

 

 

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