Portugal é UP
Suba a bordo do avião do jornalista Ricardo Alexandre e aterre nalgumas das mais belas e carismáticas paisagens de Portugal.
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Caros passageiros, vamos aterrar na cidade do Porto. Podia ser Lisboa ou Faro ou Funchal, mas permitam-me o privilégio inicial às raízes.
No Porto há um primeiro ponto de paragem obrigatória: o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, com as suas linhas retas e soluções surpreendentes, projeto do mais famoso arquiteto português, Álvaro Siza. Mas Serralves é muito mais: é o Jazz no Parque junto à casa de chá com os melhores scones da cidade, são os jardins carinhosamente cuidados a convidarem ao passeio e à leitura, é a esplanada de um museu que tem das melhores programações de arte contemporânea da Europa. Ainda na zona da Boavista, não poderá perder a Casa da Música, projetada pelo holandês Rem Koolhaas.
À noite deixe levar-se pela contagiante movida portuense no centro da cidade, na zona da Baixa. O Porto atual fervilha de projetos jovens, nas artes e cultura, tem uma insuperável oferta na restauração em qualidade/preço, gente hospitaleira e um centro histórico que é património da humanidade. E siga 40 km para norte, Guimarães, primeira capital do país. Em 2012 é Capital Europeia da Cultura. Uma visita ao Paço dos Duques, uma subida à Penha, o Largo da Oliveira, um espetáculo no Vila Flor, cerveja geladinha e bem tirada com petiscos a condizer na cervejaria Martins, no Toural.
Agora imagine que aterra em Faro. Se, para si, Portugal é praia, não há melhor que o Algarve (sugiro a Praia do Barril ou a da Ilha de Tavira) e a costa vicentina (Carrapateira, Castelejo, Cordoama), mas, subindo no mapa deste retângulo feito país há quase 900 anos, pode encontrar o paraíso para o surf na Ericeira ou Peniche, o pitoresco na Nazaré, o areal da Figueira, a Costa Nova em Aveiro e… umas dezenas de quilómetros para norte, já pode usufruir das praias de Vila Nova de Gaia: limpas, sem multidões e… já poderá visitar as famosas caves de Vinho do Porto. A norte do Porto, experimente Vila do Conde e Póvoa de Varzim.
Não, senhor passageiro, este roteiro não passa por Lisboa, das mais belas cidades do mundo, mas sobre a capital portuguesa estou certo de que encontrará boa informação noutros textos e ocasiões. Aqui, destaco outras paixões do meu olhar e sentir: Marvão e Monsaraz, no Alentejo, Paredes de Coura, no Minho (com um soberbo festival rock, em Agosto), Foz Côa, no Douro, e pequenas aldeias onde o tempo não parou mas exige ser usufruído sem correrias: por exemplo, Almendra, em Figueira de Castelo Rodrigo.
No país do fado, também há música que aí foi beber mas que vestiu a roupa da contemporaneidade: em Portugal não deixe de ouvir e ver os projetos A Naifa e Dead Combo.
Este país vale a pena. Aproveite senhor passageiro: crises financeiras como esta tendem a baixar os preços para o turismo.
por Ricardo Alexandre





