DC-4 – Mestre dos céus

on May 1, 2020 in Aterragem | No Comments

Um ano antes do famoso Dakota DC-3 voar pela primeira vez, já as companhias aéreas americanas tinham pedido ao fabricante Douglas um avião maior e mais rápido. O caderno de encargos foi colocado pela United em 1935 e logo outras seis companhias contribuíram com cem mil dólares cada para o desenvolvimento. O resultante DC-4E, de 42 passageiros, tinha cauda tripla, como o futuro Constellation, e estreou várias novidades: trem no nariz, pressurização, unidades de potência auxiliar, comandos de voo hidráulicos, corrente elétrica alternada e, hélas!, ar condicionado.

O protótipo – primeiro voo: 7 de Junho de 1938 – foi julgado, após período à experiência, complexo e caro, e abandonado. A Douglas voltou aos estiradores e simplificou-o. Mais pequeno, sem pressurização, apenas uma cauda e motores Twin Wasp ao invés de Hornet, ambos da Pratt. Entretanto, os militares tomaram conta da produção. O novo avião nasceu como o cargueiro C-54 Skymaster, com piso reforçado, portas duplas e guincho, voando pela primeira vez em 14 de Fevereiro de 1942. Das variantes destaca-se o VC-54C, o primeiro avião presidencial dos EUA, feito para Roosevelt e conhecido por Sacred Cow. Após a guerra, os C-54 deixaram o uniforme e transformaram-se em DC-4, reconversão mais barata que os DC-4 civis da Douglas, que só produziu 79, contra 1241 C-54.

Em Portugal, o DC-4 substituiu os Dakota da TAP em 1947. Ironicamente, operou principalmente nas rotas europeias, deixando o já pouco adequado DC-3 na Rota Imperial (Portugal-Angola-Moçambique), mercê da inadequação das condições em África para um avião mais complexo. Por outro lado, a motorização da nova versão não era rentável na rota para o Brasil, limitada a 20 passageiros. O DC-4 deixou a TAP em 1960, substituído pelos Super-Constellation.

 

por Ricardo Reis

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