Casa de Cadaval

em Jun 1, 2012 in Vinhos | No Comments

É uma casa com história e produz bons vinhos. O enoturismo é uma atividade recente nesta bonita herdade situada 80 km a norte de Lisboa.

Na Herdade de Muge a paisagem é cuidada e nela se enquadra o palácio pertencente à mesma família há quase quatro séculos. Para Teresa Schönborn, a atual representante da Casa de Cadaval, o negócio do vinho não é estranho, já que a família do lado pai (a casa alemã Schloss-Schönborn) também se dedicava à sua produção.

As vinhas ocupam actualmente uma área de 40 hectares, estando em curso um programa de investimentos de replantação. Na vinha há castas brancas nacionais, como a Alvarinho, Arinto e Verdelho, mas também estrangeiras, como a Riesling e a Viognier. Já nas tintas, nacionais, destacam-se a Aragonês, Tinta Caiada, Touriga Nacional e Trincadeira e, nas estrangeiras, a Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Merlot ou Pinot Noir. São também variados os vinhos da casa, a gama Padre Pedro (branco, tinto e reserva) os monocastas tintos Trincadeira e Pinot Noir, e o expoente máximo da casa, o topo de gama Marquesa de Cadaval, uma homenagem à mãe de Teresa Schönborn, que foi das grandes impulsionadoras do sector do vinho e da vinha desta casa. Com complexidade e frescura invulgares, é um grande vinho da região do Tejo. A juntar às actividades do vinho, existe ainda uma coudelaria de referência internacional, e a criação de gabo bovino premiado, da raça Mertolenga.

Com vista a diversificar a sua oferta turística no espaço rural, a Casa de Cadaval apostou há alguns anos num novo espaço, idealizado para actividades de “team building”, e outros incentivos empresariais de lazer, junto à albufeira do Paul do Concelho. Windsurf, canoagem, todo-o-terreno, BTT, escalada, paint ball e campos de férias são um conjunto alargado de opções à escolha, muitos deles interligados com as visitas e provas de vinhos.

Dos programas mais simples aos mais elaborados, há de tudo um pouco, mas o que os enófilos preferem é a prova de vinhos (mínimo quatro pessoas), que começa por uma introdução à história da Casa de Cadaval, continua com uma visita guiada à adega onde se explica o processo de vinificação e termina com uma prova conduzida por um dos enólogos da casa, composta por três vinhos (uma monocasta e dois blends) e degustação de produtos regionais (€15). Para grupos maiores (mínimo dez pessoas) acrescenta-se uma visita à herdade e às vinhas (€35). Passar um dia na propriedade, de trator ou jipe, em pleno contacto com a natureza será outra das opções, com um passeio mais completo onde, além das vinhas, também se visita o lago e o montado. Após a prova de vinhos habitual este programa inclui ainda um almoço confecionado pelas cozinheiras do palácio, num dos jardins ou numa das salas do enoturismo (€90). O mais completo de todos, e também o mais caro (€150), é o programa VIP, muito semelhante ao anterior, mas com a diferença do almoço ser na companhia de Teresa Schönborn e de incluir uma demonstração equestre na modalidade de ensino ou equitação de trabalho. Passeios pela herdade e baptismo equestre (€50), passeios de trator para observação da natureza, demonstrações equestres (€150) ou um dia com o cavalo lusitano (€100) são outras sugestões da casa Cadaval para passar um bom dia.

Por Maria João Almeida

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