Bela Silva – 24 horas em Lisboa

on Jul 1, 2010 in 24 horas em... | No Comments

Passear com a artista Bela Silva e descobrir diferentes cantos de Lisboa é uma aventura. Da Baixa à Avenida Almirante Reis, entre a arte oriental, o poiso favorito para uma refeição ou a loja mais castiça da capital, Bela ensina-nos a perceber que a distância faz brilhar mais e melhor a prata da casa.

De Lisboa a Tóquio, já percorreu o mundo com a sua arte, entre exposições individuais e colectivas. Nascida em Almada, em 1966, ingressou em Belas Artes em Lisboa e mais tarde no Ar.Co. Pelo caminho estudou Arqueologia na Grécia, para depois viajar para os Estados Unidos e se tornar mestre em Escultura no Art Institute de Chicago. Na tela ou no barro, as mãos de Bela Silva criam paralelos com a fantasia, através de um imaginário onde figuram criaturas meio humanas, meio animais e onde predominam influências da Idade Média. A sua obra pode ser vista num painel de azulejos que decora as paredes da estação de metro de Alvalade, em Lisboa. Dividida entre a capital portuguesa e Nova Iorque, é umas das artistas portuguesas com maior projecção internacional.

www.belasilva.com

por Manuel Simões

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Livros e bolos

“As livrarias são espaços que considero quase como igrejas. A Livraria Bertrand tem um conjunto enorme de títulos e gosto de acompanhar a leitura matinal com um croissant que como na cafetaria do espaço. É para mim ideal começar a manhã num local com mais de dois séculos, situado num bairro tão emblemático: o Chiado.”

Livraria Bertrand
Rua Garrett, 17
www.bertrand.pt
+351 21 347 6122

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O Ali Babá dos botões

“Chamo-lhe a loja dos botões e trata-se de uma retrosaria bonita que tem as prateleiras cobertas com botões coloridos. Às vezes vou lá para comprar fitas e adereços que só uso mais tarde ou que nunca chego a usar. Em Nova Iorque havia uma loja parecida e era como se entrássemos na caverna de Ali Babá. Cheia de tesouros.”

Retrosaria Adriano Coelho
Rua da Conceição, 121

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Castiço é bom

“No discreto Restaurante Estrela da Sé existe uma sala com poucas mesas e, logo a seguir, uma divisão com apenas uma mesa. É um sítio excelente para almoços de negócios ou para encontros íntimos, um restaurante à moda antiga com pratos típicos e uma decoração bem portuguesa, onde sobressaem os azulejos.”

Restaurante Estrela da Sé
Largo de Santo António da Sé, 4
+351 21 887 0455

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Sobremesa multicultural

“É aqui que gosto de beber o meu chá verde e de comer as sobremesas que são fantásticas e muito leves. O dono é um português que casou com uma japonesa e aprendeu a fazer um pão-de-ló japonês muito light.”

Martinho da Arcada
Praça do Comércio, 3
+351 21 887 9259

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Um segredo

“É um local que as pessoas não conhecem e que também serve almoços. No interior há uma sala do século XIX cuja arquitectura é fabulosa e que, infelizmente, só abre uma vez por mês. Se porventura visitarem o espaço, o porteiro abre-vos as portas e pode-se espreitar. Também tem um bar em que parece que se está em Londres.”

Sociedade Nacional de Geografia
Rua das Portas de Santo Antão, 100
www.socgeografialisboa.pt

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Américas sulistas

“O lanche serve-se na Pastelaria Mexicana, da qual gosto muito. O lado estético é fantástico por causa dos materiais que revestem as paredes, com destaque para o painel cerâmico de Querubim Lapa. Quanto à imensa variedade de bolos que existe na pastelaria, é uma perdição.”

Pastelaria Mexicana
Av. Guerra Junqueiro, 30-C
www.pastelariamexicana.com
+351 21 848 6119

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Bairro do Oriente

“Este antiquário no Bairro Alto, com 300 metros quadrados, abriu há um ano e parece uma galeria de arte. Porcelanas do Oriente, obras de arte indo-portuguesas, afro-portuguesas, sino-portuguesas e nambam são peças únicas e extraordinárias pela sua raridade e exotismo. Os desenhos e decorações destas obras, algumas delas trazidas do Oriente por portugueses, têm grande peso no trabalho que desenvolvo.”

Galeria Jorge Welsh
Rua da Misericórdia, 43
www.jorgewelsh.com
+351 21 395 3375

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Delícias do mar

“Adoro sentar-me à beira do rio no Cais do Sodré. O Café Malaca fica no segundo piso do Clube Naval de Lisboa e é um espaço com comida indonésia muito boa. Gosto de comida portuguesa, mas por vezes tenho necessidade de comer pratos exóticos. Um dia, deram-nos um frapé com vinho branco, dois copos lindos e eu e o meu companheiro fomos sentar-nos mais abaixo no pontão à beira-rio. Com o Tejo à frente não é preciso mais nada.”

Café Malaca
Clube Naval de Lisboa, Cais do Gás, Armazém H
+351 21 347 7082

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A doce vida

“Chamo-lhe café Fellini, por o conotar com o filme La Dolce Vita. Tem dois andares e o restaurante ostenta um grande painel de cerâmica com figuras. Não existem cafés iguais a este em Lisboa, muito menos com a sua história. À noite tem imensos eventos.”

Café Império
Avenida Almirante Reis, 205 A, B, C
www.cafeimperio.com
+351 21 247 1765

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