10 básicos de Rhône-Alpes
No inverno a neve e o esqui. No verão os lagos, as termas e os passeios. Viva a dois tempos os Alpes. Comece o périplo por Lyon e daí siga até Grenoble. Depois é hora de subir ao cume da Europa: o imponente Monte Branco. Desça um pouco, não muito, até ao maior domínio esquiável do mundo – Les 3 Vallées – que tem sede em Val Thorens, a estância mais alta do velho continente. Passe pela animadíssima Val d’Isère e, quando estiver cansado, desça a Annecy para curtir o lago, a cidade e os seus canais que lembram Veneza. Por fim, faça um desvio até Évian-Les-Bains para retemperar energias antes de voltar a casa. Misture tudo isto com boas doses do melhor da cozinha francesa e…voilá! Encontrou a fórmula para umas férias de sonho.
—
1– Oriente-se!
A história dos Alpes, que hoje ocupam oito países europeus – França, Mónaco, Itália, Suíça, Liechtenstein, Áustria, Alemanha e Eslovénia –, começa em tempos imemoriais e resumi-la não é tarefa simples. A primeira ocupação humana da região ronda o final da Idade do Gelo e consolidou-se durante a Idade do Bronze. Entre os anos 35 e 6 a.C. a região foi sendo agregada ao Império Romano. Finda a hegemonia dos romanos, foram fundadas, a pouco e pouco, dioceses e ducados autónomos. Outro marco assinalável na história dos Alpes aconteceu pelo século XVIII, quando o interesse pela região entrou na esfera literária e obras como Voyages dans les Alpes, de Horace de Saussure (considerado o fundador do alpinismo) inspiraram novas epopeias. Já em 1991, assinou-se o tratado conhecido por Convenção Alpina: um acordo a favor da protecção e desenvolvimento sustentável da região a nível ambiental, económico e social. A parte francesa deste pedaço da Europa vai do lago Geneve até ao Mediterrâneo e é dominada pelos picos e glaciares que rodeiam o Monte Branco – a montanha mais alta da Europa Ocidental e Meca de alpinistas das sete partidas do globo. Mas não falemos só das montanhas, falemos também dos lagos que parecem mares e dos vales ricos em vinhedos, das cidades históricas e de parques naturais, como os de Vanoise e Ecrins, onde a flora e a fauna são dignos de uma enciclopédia de biologia e de outra de zoologia. Rhône-Alpes, como se chama a esta região francesa, é formada por duas grandes províncias: Dauphiné e Savoie. A primeira foi vendida a França em 1349 e tem por capital Grenoble. A segunda era um ducado independente com duas capitais, uma em cada lado da cadeia montanhosa: Chambéry e Turim. Em 1860, a parte capitaneada por Chambéry decidiu unir-se à França.
::
2– Lyon mostra a sua raça
Segunda cidade de França e capital da gastronomia do país, Lyon é famosa por isto e pelo seu grande quarteirão renascentista – classificado pela UNESCO desde 1998 – que é o segundo maior da Europa, logo a seguir a Veneza. Dinâmica, clássica, jovem, gourmet, cultural, intemporal… ufa! Não há como poupar adjetivos à cidade onde se encontram os rios Rhône (Ródano) e Saône. O primeiro é o homem e o segundo a mulher, pelo menos é isso que está representado na base da estátua central da praça Bellecour. No topo está o Rei Sol: Luís XIV. Desta praça, que é a maior da cidade, partem duas artérias comerciais, a Rue de La Republique e a Mercière. Siga uma delas e irá desaguar no teatro Célestins, uma belíssima sala de espetáculos do século XVIII. Ali ao pé fica a Place des Jacobins, a mais antiga de Lyon. O centro é ocupado por um chafariz de quatro fachadas, cada um da autoria de um artista diferente numa época distinta: um arquiteto do século XVI, um gravador do século XVII, um escultor do século XVIII e um pintor do século XIX. Siga caminho e passe pela zona de Terreaux, onde ficam a fonte Bartholdi – esculpida pelo mesmo artista que fez a Estátua da Liberdade – a imponente Ópera e o Palácio Saint Pierre, onde funciona o museu de Belas Artes, rico em obras do mestre escultor Rodin. Depois é hora de ir até à colina de Croix-Rousse. Perca-se nas traboules (passagens que ligam, através dos pátios das casas, uma rua à outra), becos e vielas do antigo bairro dos trabalhadores da seda. As casas dos artesãos distinguem-se pelas janelas estreitas a pelos tetos altos para que coubessem os teares. As traboules ajudavam a transportar os tecidos sem que estes apanhassem chuva. Esta é uma boa altura para passar no ateliê de Soierie e comprar um souvenir. O bairro faz parte da zona classificada pela UNESCO, tal como Vieux-Lyon, para onde deverá seguir agora. Vieux-Lyon é o expoente máximo da época do renascimento na cidade. É pitoresco e dinâmico. Não faltam cafés, restaurantes e monumentos. Trace o seu próprio rumo, mas não deixe de ir visitar a Sé de João Baptista, nem de subir à Basílica de Fourvière, dedicada à padroeira. Escale os 300 degraus que dão acesso à torre de onde terá uma visão panorâmica da cidade. Ali ao lado estão as ruínas de Lugdunum, a Lyon romana. Para lá da península, que fica entre os dois rios, há outra Lyon mais modernaça, mas nem por isso menos interessante. Convém ainda lembrar que esta é a cidade natal dos irmãos Lumière, a dupla que inventou a sétima arte. Em sua homenagem há festivais de cinema e um museu. Compre um Lyon City Card, que lhe dá acesso aos transportes e a alguns museus.
www.lyon-france.com
www.mba-lyon.fr
www.institut-lumiere.org
::
3 – Grenoble
A cidade natal do escritor Stendhal é a mais plana de França e uma mistura curiosa de antiguidade e modernidade. Se junto às margens do rio Isère a arquitetura é medieval ou clássica, nos bairros novos há quarteirões “eco” de design contemporâneo e pouco (ou nada) dependentes de fontes de energia poluentes. É num desses bairros que fica o centro de arte contemporânea Le Magasin onde, até 8 de janeiro, a artista plástica suíça Mai-Thu Perret apresenta a exposição The Adding Machine. Dos vários museus da cidade, destaque para o Musée de Grenoble, cuja coleção vai do século XIII à era moderna e tem, entre outras, obras de Matisse, Gauguin, Chagall, Picasso e Andy Warhol. Até fevereiro pode ver o quadro inédito de Gauguin intitulado Rivière Blanche, que estava escondido nas costas de outra pintura, O Retrato de Madeleine Benard. Passeie pela cidade e misture-se com as divertidas e dinâmicas gentes da terra. Se não estão a correr, a andar de bicicleta ou a fazer esqui, estão a curtir as esplanadas. Sente-se no café La Table Ronde, em frente ao velho edifício do Parlamento, que é o segundo café mais antigo de França. Stendhal era um dos habitués. Mas, não fique de papo para o ar o dia todo. Ainda tem de subir à Bastilha, a fortaleza da cidade, e ver a Notre-Dame.
www.grenoble-tourism.com
www.magasin-cnac.org
www.museedegrenoble.fr
www.restaurant-tableronde-grenoble.com
::
4– Chamonix
Em 1787, um cientista de Genebra chamado Horace de Saussure subiu o Monte Branco – a montanha mais alta da Europa Ocidental (4810 m) com a ajuda de 18 guias e sem usar cordas. Atrás dele vieram outros destemidos e não tardou muito para que Chamonix se transformasse no quartel-general dos alpinistas. Nessa época, os hotéis da aldeia tinham grandes telescópios para que os que ficavam na base pudessem ver a escalada dos temerários. Quando se avistava uma nova bandeira no topo, abria-se o champanhe. Hoje, Chamonix é uma estância coquete onde se misturam velhos chalés de montanha e hotéis modernos. E se há alpinistas que vêm de todo o mundo para tentar domar a montanha, mais ainda são os esquiadores e snowboarders que vêm à proclamada “capital mundial do alpinismo e do esqui” à procura das melhores pistas da Europa, quiçá inspirados pela famosa descida de Bond, James Bond, numa cena de 007: O Mundo não Chega. Se é um esquiador experiente suba ao Vallée Blanche para depois descer 20 quilómetros em fora de pista até Chamonix. A aventura vale bem os 70 euros extra. Se não é um ás do esqui, não desespere. Tem muito com que se entreter nos cerca de 400 quilómetros de pistas do espaço Mont Blanc, que engloba Chamonix e as estâncias vizinhas. O forfait para 7 dias custa, para um adulto, 286 euros.
www.chamonix.com
::
5– Val Thorens, a mais alta
Já referimos, mas não é demais repetir. Se está em Val Thorens, está na estância mais alta da Europa. Vai dormir, comer, beber e passear a 2300 metros de altitude e vai poder ainda usufruir do maior domínio esquiável do mundo – o Les 3 Vallées, que tem mais de 600 quilómetros de pistas e que integra outras estâncias como Les Menuires, Méribel ou Courchevel. Fazer cada uma das milhentas pistas dos três vales é coisa para levar uns anos. Nem Fluvio, um dos instrutores da Êcole du Ski Français – a mais antiga e a melhor do país –, que tem muitas temporadas de Val Tho no lombo, as fez. Se calhar isso é mais um bom pretexto para voltar à estância que celebrou 40 anos em 2011. Outros são a qualidade da neve, a localização excecional, infraestruturas de topo, atividades après-ski para todos os gostos e bolsas (salte para o básico 10 para saber mais), bons hotéis e ótimos spas. E porque é sabido que a montanha abre o apetite, há restaurantes de excelência dentro e fora das pistas com fabulosas propostas de cozinha alpina e de fusão. A vida noturna também é um atrativo, pelo menos para os mais jovens.
www.valthorens.com
www.esf.net
::
6– Val d’Isère, a mais cool
É uma das mais bonitas estâncias do mundo e uma das mais animadas também. Não fosse a neve e poderia até julgar que está em Ibiza, tamanha é a animação. Não se admire pois se subir às pistas e for recebido por um clássico do jazz tocado ao vivo ou por uma festa de música eletrónica. Mas Val d’Isère nem sempre foi assim. No início do século XX era um lugar rural onde, nos meses de inverno, os poucos habitantes quase hibernavam. Depois o esqui tornou-se moda e a terra, com a sua localização fora de série, entrou na maré e transformou-se, algures nos anos 30, numa estância de esqui. Só mais tarde é que Val d’Isère se juntou a Tignes, e assim nasceu o Espace Killy, batizado em honra do campeão olímpico Jean-Claude Killy. O glaciar que existe nos domínios de Val d’Isère e que está a mais de três mil metros de altitude permite que se esquie o ano todo – ou quase todo – e há mais de 300 quilómetros de pistas para todos os níveis de experiência e parques para snowboarders mais dados às manobras. Um forfait para sete dias no Espace Killy custa 258 euros. Se não é fã de desportos de inverno fique pela vila e dedique-se às compras e ao seu bem-estar num dos spas que há na vila. Passe também pelo Aquasportif, um centro multidisciplinar onde tanto pode escalar como estar na sauna de papo para o ar.
www.valdisere.com
www.centre-aquasportif.com
::
7– Annecy, a Veneza dos Alpes
Que os franceses têm a mania das grandezas é comentário corrente, mas eles não exageram quando dizem que a água do lago de Annecy é a mais pura da Europa. O lago tem 14 quilómetros de comprimento e chega a ter quase um de largura, no seu ponto mais largo. No verão é ver gente a apanhar banhos de sol nas pequenas praias, a pedalar nas gaivotas, a fazer esqui náutico e wakeboard ou a explorar as profundezas das águas límpidas, que chegam a atingir os 24 ºC. No inverno, muitos fazem de Annecy quartel-general para a temporada de esqui, já que além das consagradas estâncias de Chamonix, Val Thorens ou Val d’Isère (que ficam a pouco mais de uma hora de carro) há outras menos famosas bem perto, como Sambuy, Semnoz e Aravis. Quem decide ficar por aqui é recompensado com umas férias que misturam lazer e cultura. Chamam à cidade a Veneza dos Alpes, por causa dos seus canais, que entram centro histórico adentro. Não há gondoleiros, mas há cisnes. O roteiro cultural a fazer em Annecy começa no Chateau, obra começada no século XII e terminada no XVI, com uma bela vista sobre o casario da cidade, onde funciona um museu com coleções etnográficas, arte contemporânea, arqueologia e história natural. De novo na zona baixa da cidade, vá até ao Palácio de l’Isle, edifício da Idade Média onde, em tempos, funcionou uma cadeia, uma casa de cunhagem de moeda e mais tarde um tribunal. São de apreciar com olhos de ver a catedral Saint-Pierre, uma mistura de estilo gótico e renascentista; a Notre Dame, um belo exemplar de arquitetura neoclássica, e os frescos da igreja de Saint-Maurice. Passeie-se pelas ruelas e veja como são apetitosos os mercados de rua. Se tem ouvido musical vá até ao museu/fábrica Paccard, onde se fabricam os melhores, maiores e mais melodiosos sinos e carrilhões do mundo. Não se vá embora sem fazer um cruzeiro comentado no lago e perceber o seu enquadramento excecional entre três grandes montanhas que marcam o início, a sul, dos Alpes: Mont Veyrier, Dents de Lanfon e La Tournette. Olhe para cima e veja como há milhares de parapentistas no céu. Apeie-se na terriola que é Talloires e demore-se a apreciar o lago, os chalés dos anos 30 e a tranquilidade, que são de luxo! Só mais uma curiosidade: foi perto de Annecy, em Château de Menthon, que nasceu, no século XI, o santo que deu nome ao cão que salva vidas na montanha: São Bernardo.
www.lac-annecy.com
www.musees.agglo-annecy.fr
www.paccard.com
www.talloires.fr
::
8– Ir a banhos
Existem 16 estâncias termais na região. Uma das mais famosas é Évian-les-Bains que fica à beira do lago Léman e tem cara de Riviera. O lago é o segundo maior da Europa Ocidental e, não fosse ter uma boa parte da sua superfície na Suíça, seria também o maior de França. Já Évian é uma pequena cidade histórica com uma arquitetura notável e eventos culturais a rodos. Quem lhe deu o nome foi Napoleão III, durante uma visita à localidade, em 1860. As termas já eram exploradas desde 1823. Outros notáveis passaram por aqui. Foi o caso dos irmãos Lumiére, que tinham a sua residência de verão em Évian. A casa de férias ainda lá está para quem a quiser ver, mas hoje é ocupada pela Câmara Municipal. Das muitas coisas que deve fazer por estas bandas é obrigatório um passeio de barco pelo lago, onde em tempo de calor são os desportos náuticos quem mais ordena. Passe pelo teatro (1885) e pelo casino (1911), obras neoclássicas de Hébrard, discípulo de Charles Garnier – o arquiteto da Ópera de Paris – e não se esqueça de beber um valente trago de água Évian (a mais famosa do mundo) na fonte que fica no centro da cidade e que é um magnífico exemplar de Arte Nova. Será ainda preciso lembrá-lo de ir mimar-se às termas?
www.ville-evian.fr
www.lesthermesevian.com
::
9– Alta cozinha
Com 66 chefes galardoados com os Óscares da gastronomia – que é como diz estrelas Michelin – a região de Rhône-Alpes é a jóia da coroa da cozinha francesa. Paul Bocuse, Georges Blanc, Laurent Petit, Jean Sulpice – e tantos outros chefes de renome – sabem bem que os ingredientes da região são de categoria dificilmente igualável. Os queijos têm mil e uma formas, feitios e sabores sendo os mais característicos o Tomme, o Beaufort e o Rechoblon. Os peixes do lago, como o féra e o omble chevalier, são saborosíssimos e versáteis na confeção. A carne é tenra e os vegetais suculentos. Lyon, como lhe dissemos antes, é a capital gastronómica de França. Experimente os bistrôs e os restaurantes, mas não deixe passar em branco a experiência mais genuína à mesa: ela acontece nos bouchons, o equivalente francês a uma tasca portuguesa. O ambiente é caloroso e familiar. As pessoas sentam-se numa mesa corrida, coberta com toalha de xadrez, ombro a ombro com um estranho. Ouvem-se conversas alheias, bebe-se vinho da casa e come-se muito e muito bem. O porco (e todas as suas miudezas) é o protagonista do menu. Já nas alturas, a raclette, a braserade e o fondue, de preferência acompanhado de gratinado de batata, são alguns dos pratos típicos. No campo da bebida, é preciso tirar o chapéu à qualidade crescente dos vinhos de Savoie, especialmente dos brancos. Para digerir, nada como um génépi (licor à base da planta alpina artemísia) ou uma chartreuse, elixir secreto cuja receita foi criada por monges das redondezas de Grenoble.
Guia útil:
Lyon
Le Bistrot de Lyon
Ambiente kitsch, comida tradicional. Peça salmão com risotto de crozets e um fondant de chocolate, são de comer e chorar por mais.
64, Rue de Mercière \\\ +33 (0)4 78 38 47 47
Le Musée
Autêntico bouchon lionês, que tem à frente da cozinha Luc Minaire, um senhor bonacheirão com muitas histórias divertidas para contar. Sugerimos o ossobuco.
2, Rue des Forces \\\ +33 (0)4 78 37 71 54
Annecy
Après la Plage
Restaurante com um menu biológico e local, décor moderno e serviço atento. Vale a pena!
2, Place Saint-Maurice \\\ +33 (0)4 50 51 46 64
Clos des Sens
A cozinha premiada pela Michelin de Laurent Petit inova a cada dia que passa. Comer no Clos des Sens é provar o melhor da alta culinária francesa. Opte pela proposta do chefe e deixe-se surpreender.
13, Rue Jean Mermoz \\\ +33 (0)4 50 23 07 90 \\\ www.closdessens.com
Grenoble
Le Bocal
Propostas tradicionais com um toque de ousadia num espaço descontraído com decoração estrambólica. Curioso? Então experimente.
2, Rue Condorcet \\\ +33 (0)4 76 50 97 57 \\\ www.lebocalgrenoble.blogspot.com
Val d’Isère
La Grande Ours
Restaurante antigo da estância com uma esplanada ideal para um almoço ao sol. O carpaccio de vaca com pesto e parmesão é uma delícia.
+33 (0)4 79 06 00 19 \\\ www.grande-ourse.com
Le Pré d’Aval
Familiar, típico, preços acessíveis. São mestres em pratos tradicionais alpinos como o fondue savoyarde, as braserades e o fondue bourguignonne. O gratin dauphinois é especialmente saboroso.
+33 479 411405
Val Thorens
Oxalys
Jean Sulpice é um mestre da cozinha que opera numa altitude extraordinária: 2300 metros! Da carta de inverno constam iguarias como pombo com licor de café e puré de abóbora. O restaurante tem duas estrelas Michelin.
+33 (0)4 79 00 12 00 \\\ www.restaurant-loxalys.fr
::
10– A não perder
Não pense que os Alpes se esgotam no esqui e no snowboard, nem tão pouco que só vivem da neve. Para os que têm apetite por desafios mais ousados e para os que preferem gozar as montanhas quando o tempo está mais quente, eis algumas sugestões. Subir ao Monte Branco é um feito que pode estar ao seu alcance. Só tem de treinar o físico e mentalizar-se da epopeia que tem pela frente. Contacte a Compagnie des Guides de Chamonix (www.chamonix-guides.eu) e prepare a subida em segurança. Depois é apontar ao cume e guardar cada momento. Vai ficar com uma boa história para contar aos seus netos. Se não quer ter tanto trabalho, mas quer ver de perto a montanha mais alta da Europa Ocidental, faça um passeio de helicóptero (www.chamonix-helico.fr). Se está em Val d’Isère ou em Val Thorens aproveite para aprender a conduzir no gelo ou aventure-se num voo tandem de paragliding – que é uma mistura de parapente com esqui – sobre os cumes nevados (www.valdisere.com e www.valthorens.com). Se viaja com miúdos, duas boas possibilidades são os passeios de raquetes na neve e os de trenó. Os miúdos vão adorar ser puxados por huskies no trenó. Os que não gostam de neve não têm que pôr de parte uma visita às estâncias, há muito que fazer em tempo de verão: trekking, btt, parapente, escalada e rafting são apenas algumas opções.
por Maria Ana Ventura
A Up agradece à Atout France – Agência de Desenvolvimento Turístico de França, ao Turismo de França e à Rhône-Alpes Tourisme o apoio prestado nesta viagem. Um obrigado especial a Bernadette Quintela e a Céline Gomes.
—















