10 Básicos de Angola

em Mar 1, 2012 in 10 Básicos | No Comments

Tal como uma criança prestes a completar uma década de vida, Angola comemora este ano dez anos de paz e encontra-se no auge da sua juventude. Um país que se renova e reconstrói com vontade e energia inesgotáveis. Um país a dar sólidos passos em direção à idade moderna, onde a abundância de cor, de música e de belas paisagens são a raiz da alma do povo. Bem-vindos a uma nova África!

 

 

1 – Paz e prosperidade

Quando há alguns anos ouvíamos falar de Angola, além das imagens de guerra, vinha-nos à memória a tradicional paisagem africana com mulheres de alguidares à cabeça e crianças descalças em ruas esburacadas. Mas quem lá chega hoje imediatamente põe de parte esta imagem pré-concebida. A certeza é que muita coisa está a mudar. E para melhor.
Fazendo parte do continente africano, berço da humanidade, não admira que haja no território angolano vestígios – pinturas rupestres – da presença hominídea desde o Paleolítico Inferior. Durante milhares de anos foram vários os povos que migraram para a região, sobretudo vindos do norte, como os Bantus. A partir do século XIII e até ao século XV, o Reino do Congo conquistou alguma hegemonia territorial, tornando-se no mais poderoso dos estados situados ao longo da costa ocidental africana. Os portugueses chegaram em 1482, quando o navegador Diogo Cão atracou as suas caravelas na foz do rio Congo, iniciando cinco séculos de domínio comercial e, mais tarde, territorial e político, por parte de Portugal. Em 11 de novembro de 1975 Angola proclamou a sua independência. No entanto, a cobiça despertada pelas riquezas do território suscitou a interferências externas que haveriam de desencadear uma longa guerra civil. Apesar dos infortúnios e de 30 anos de guerra – que causaram um milhão de mortes e quatro milhões de refugiados –, o país está agora em ebulição.
Angola tem algo de determinante que faz com que se reerga a grande velocidade: a riqueza do seu solo e do seu mar. Além de petróleo, diamantes, e gás natural, o país possui jazidas de cobre, fosfato, prata, platina e ouro. A economia angolana é actualmente a que mais cresce em África e uma das que mais se desenvolvem no mundo. E é por ter consciência deste grande potencial económico que, em tempos de paz, o governo vem cultivando um ambicioso plano de recontrução nacional.
O país tem, além do mais, uma enorme capacidade agrícola e recursos hídricos inestimáveis. A indústria caminha a passos largos para a modernização e, no sector da construção civil, pode claramente afirmar-se que o horizonte de Angola está polvilhado de gruas, de obras de reabilitação e de novas construções.
Mas nem tudo são rosas. Apesar do grande protagonismo angolano no cenário universal, há contrastes sociais gritantes e a falta de infra-estruturas básicas é tema recorrente no dia-a-dia da população. Grande parte vive em condições de pobreza relativa, falta água, luz elétrica e a malária é uma das principais causas de morte. Por agora, é tempo de arrumar a casa. E se pensarmos que 43,2% da populacão tem menos de 14 anos, percebemos que o futuro vai passar por aqui.

 

2 – Luanda e o caos organizado

Só quem visita Luanda percebe a efervecência da cidade. A capital angolana é um autêntico rebuliço. Nas ruas há milhares de carros, muitas buzinadelas e vendedores (zungueiros) que comercializam desde sofás a repelente de mosquitos por entre o trânsito. Mulheres vendem cabelos postiços e roupas ao ar livre e o cheiro a fumo dos escapes mistura-se com o dos alguidares cheios de bananas e ananazes frescos.
Na famosa Baía de Luanda, o enorme passeio está a ser remodelado tendo sido plantada uma fileira de palmeiras que faz fronteira entre a baía e a avenida. Prédios imponentes e arranha-céus vão tomando a forma do que, daqui a poucos anos, poderá vir a ser a “Manhattan” de África.
Uma frota de veículos topo de gama desfilam pela cidade, mas os velhos Starlet da marca Toyota, chamados “gira bairro”, andam sobre o mesmo asfalto esburacado. É neste caos, que estão instaladas as sedes das maiores empresas privadas e dos edifícios governamentais.
Luanda tem uma população de aproximadamente cinco milhões de habitantes (são 15 milhões em Angola) e é considerada uma das maiores cidades lusófonas do mundo. Nas últimas décadas deu-se um boom populacional, em consequência do êxodo rural, por sua vez devido à guerra civil. O resultado foi um crescimento desordenado com poucas casas e muita gente. Para distribuir melhor todo este inchaço populacional, foram criados novos bairros nos arredores da capital. Luanda-Sul e Viana são os principais refúgios para quem precisa de mais espaço e de menos barulho. É nestas localidades que estão os maiores condomínios privados, grandes vivendas e o único centro comercial da cidade, o Belas Shopping. A nova cidade auto-sustentável de Kilamba, construída de raiz, a 20 quilómetros do centro, é outro ambicioso projeto com capacidade para acolher cerca de 100 mil famílias.
Os habitantes vão driblando a confusão diária e para fugir ao stress contam com muitas formas de se entreter. Grandes eventos, como a Trienal de Luanda ou o Luanda Fashion Week, trazem novas referências para a vida cosmopolita da cidade. A associação Chá de Caxinde promove eventos culturais e de leitura. Marcas internacionais, como a Hugo Boss, a Porsche e a Lacoste, entre outras, abrem novas lojas. A noite é conhecida pela sua animação e opções para todos os públicos e bolsos e é na Ilha do Cabo, conhcecida por Ilha de Luanda, onde se vai para ver ser visto, que se concentram os restaurantes, bares e discotecas mais badalados da capital.

Noite de Luanda
www.noiteangolana.com

Chill Out
www.chillout-luanda.com

Palos Bar
Rua Frederic Engels, Luanda

Teatro Elinga
Largo Tristão da Cunha 17, Luanda
+244 917806806

 

 

3 – Funge é rei

O prato mais consumido em todo o país é o funge, uma papa de farinha de mandioca que pode ser servida a solo ou como acompanhamento de carnes e peixes guisados. É o que se come nas sextas-feiras, nos aniversários, nos casamentos e nas reuniões familiares. Mas nem só de funge vive os angolanos. Com uma costa litoral extensa, o bom peixe fresco é uma excelente opção. Chama-se mufete ao peixe na brasa acompanhado com batata-doce, molho vinagrete e banana da terra. Outra iguaria famosa é o calulu de peixe, um estufado de peixe fresco e seco com quiabos, abóbora, beringelas, tomate e rama de mandioca ou de batata-doce. O óleo de palma serve de tempero a quase todos os pratos tradicionais e é delicioso misturado com o feijão. Mas atenção: a cozinha angolana é de sabor intenso e muito forte. Quem tem o estômago sensível é melhor saborear aos poucos estas delícias tropicais… e ter cuidado com o jindungo (picante)!
São muitos os restaurantes onde poderá experimentar a autêntica cozinha angolana. Em Luanda, o Funge House é um dos mais tradicionais. Também poderá optar pelos famosos Quintal da Tia Guida, A Palhota e Coconuts, na Ilha. Se preferir algo fora da capital, na Praia de Cabo Ledo os grelhados de lagosta fresca são a especialidade local. Em Benguela, o Escodidinho faz um apanhado de tudo o que há de mais saboroso. Para os mais exigentes há muitos restaurantes de cozinha internacional, como o Pimm´s, o elegante On-daah e o Cajueiro.

Oon-daa
Rua Marechal Bras Tito, 35, Luanda
www.oondah.com

Funge House
Avenida Lenine, Luanda

Pimms
Rua Emilio M´Bidi, 112, Luanda
www.pimmsangola.com

O Quintal da Tia Guida
Ilha de Luanda (em frente ao Tamariz)

A Palhota
Farol Velho, Ilha de Luanda
+244 923 367 956

Coconuts
Av. Murtala Mohamed, Ilha de Luanda
+244 912 205 777

O Cajueiro
Belas Shopping
+244 925 904 343

O Escondidinho
Rua Cândido dos Reis, 7, Benguela
+244 272 233 206

 

4 – Um ritmo inato

Para os angolanos, a música e a dança fazem parte do cabaz básico. São vitais. Por vezes, sobretudo aos turistas e a quem visita o país pela primeira vez, até parece que Angola é como um grande palco de artistas anónimos. Nas ruas, as crianças dançam o kuduro com desenvoltura circense. Nas festas, os pares dançam a kizomba com sincronia perfeita. Além de essencial no entretenimento, a dança assume um papel religioso, de integração social e de preservação da cultura popular.
Há quem diga que a ginga natural dos angolanos se deve ao contacto dos bebés com os movimentos das mães, por serem amarrados às suas costas. Mas, seja qual for a explicação, há algo de diferente nestes movimentos. Os ritmos mais conhecidos são o kuduro, com letras de carácter social; a tarracha, dança semi-sensual para dançar agarradinho; o semba, ritmo tradicional e mais lento; e a kizomba, cantada pela nova geração de ídolos. Para quem prefere ritmos mais internacionais e o conforto de uma boa cadeira, há o Luanda Internacional Jazz Festival, que acontece entre julho e agosto, e o mais recente Festival de Jazz de Benguela. Nos últimos anos, além de musicos angolanos, são visitas assíduas artistas provenientes da África do Sul, Brasil, Estados Unidos, Portugal e Cuba.

Escola de dança Pé d`Salsa
www.pedesalsa.com

Luanda Internacional Jazz
www.luandajazzfest.com

 

5 – Vida Cultural

As crenças e tradições de cada um dos vários grupos étnicos enriquecem o legado cultural da nação como um todo. Mas o maior bem cultural é o angolano em si. A sua desenvoltura, as expressões linguísticas criadas nos grandes centros urbanos, as tranças elaboradas dos cabelos das raparigas, a forma como os jovens absorvem a cultura ocidental e a transformam em algo que é só seu. Andar nas ruas das cidades é sentir um pouco disto. É ver o que é banal ser transformado em algo surpreendente. É pegar na condição adversa de sobrevivência e fazer dela uma brincadeira. Na placa de um salão de beleza está escrito “entra feio e sai bonito”, na casa de uma senhora de idade que vende cartões telefónicos e caixões funerários está pintada a fotografia de Barack Obama.
Ainda que a criação artística e cultural seja, por enquanto, incipiente, começam a desenvolver-se alguns projetos. A Trienal de Luanda foi pioneira no capítulo da arte contemporânea e recentemente surgiu a Companhia de Dança Contemporânea de Angola. Outro baluarte importante, relacionado com a história do país, é o Museu Nacional da Escravatura. Criado em 1997, fica no Morro da Cruz, na estrada que liga Luanda à Barra do Kwanza. O local servia de porto para o embarque de escravos e era aqui também que eles eram batizados, antes de embarcar nos navios negreiros que os levavam.
No que respeita a arte tradicional, convém chamar a atenção para as máscaras, elementos essenciais do património cultural angolano. São consideradas símbolo de ordem e de harmonia nas comunidades, tendo uma relação próxima com a música, com a dança e com os rituais religiosos.

Companhia de Dança Contemporânea de Angola
cdcangola.com

 

 

6 – O tradicional é pop

Apesar de ser um país cada vez mais atento às novas tendências, Angola tem inúmeros recantos remotos, nos quais grande parte da população vive longe da velocidade dos tempos modernos. Vê-se que o patriotismo é um valor presente para os angolanos, que usam com orgulho t-shirts vermelhas e pretas com as cores da sua bandeira e desde cedo são politizados, lutando pelos seus direitos.
O país está dividido em 18 províncias e apesar de o português ser a língua oficial são habitualmente faladas as línguas nativas de Angola. O umbundu, a mais popular, é tida como a língua materna dos angolanos. Seguem-se o kimbundu, o kikongo, o fiote e o tchokwé, entre outras que se distribuem pelas várias regiões do território. Num dos canais públicos de televisão há uma versão falada em umbundu do telejornal diário.
Há festas e comemorações tradicionais com personalidade única. Uma das mais interessantes é o Alambamento, versão angolana da festa de noivado. Depois do noivo enviar uma carta escrita com o pedido de casamento, a família da noiva faz uma lista de pedidos que a família do rapaz tem de satisfazer. As prendas vão desde despesas com a roupa da festa à comida e bebida da cerimónia. Curioso é que, caso haja divórcio, a noiva deverá devolver todo o seu dote à família do noivo.

 

 

7 – Cheira a natureza

Angola é o sexto maior país de África. A diversidade de paisagens é tal que vai da floresta tropical de Maiombe, em Cabinda, às savanas e desertos no extremo sul, passando pelas terras férteis dos deltas dos rios. Há duas estações no ano: o verão, quente e chuvoso, que vai de setembro a abril, e o cacimbo, mais agradável, seco e fresco, que acontece entre maio e agosto.
Que tiver oportunidade de viajar por todo o país, vai deparar-se com imagens únicas, de uma impressionante beleza ou até estranheza. Grande parte do território está intocado pela acção humana. Há praias quase desertas de mar limpo e morno, baías tranquilas e pequenas enseadas onde despontam infraestruturas turísticas. Quem gostar de explorar florestas, savanas e matas – aconselhamos a ajuda de um guia especializado devido à existência de algumas minas ainda activas – não se arrependerá e certamente voltará para casa com as melhores fotografias da sua vida.
A Serra da Leba, que divide as províncias do Lubango e do Namibe é uma das estradas mais bonitas (e perigosas) do país. Já as quedas de água de Kalandula são um espetáculo, com as suas múltiplas cachoeiras caindo como um poderoso manto branco. Mas há muitas outras belezas naturais para apreciar. Como as vastas paisagens do deserto do Namibe com as suas areias de um cor-de-rosa hipnotizante, as imponentes fissuras vulcânicas de Tundavala, as misteriosas pedras de Pungo Andogo ou os universos por descobrir dos seis parques naturais angolanos.
Há no país duas espécies endémicas únicas no mundo e alvo de importantes programas de conservação: a palanca negra gigante, animal que é símbolo do país e que se encontra apenas na província de Malange, e a Welwitchia mirablis, planta milenar que cresce muito lentamente, por vezes durante séculos, no deserto do Namibe.

 

8 – Benguela e seus encantos

Benguela, conhecida como a cidade das “acácias rubras”, fica a pouco mais de 400 quilómetros de Luanda e tem a segunda maior concentração populacional do país. Apesar de algum trânsito, principalmente moto-taxis que circulam sem regras e sem capacete, ainda pode ser considerada uma cidade pacata e organizada.
É sem dúvida uma das mais dinâmicas urbes angolanas. Foi em Benguela que nasceu o multipremiado escritor Pepetela e a sua mais nova celebridade é a Miss Universo, Leila Lopes. Mas, histórias à parte, o que leva mesmo as pessoas a Benguela, são os 200 quilómetros de costa com inúmeras praias paradisíacas. Nos arredores existem parques e reservas naturais, a estação de águas termais de Yambala, no Cubal, e ainda o Dombe Grande, pequena vila conhecida pelos seus feitiços e mistérios.
A prática de desportos naúticos começa também a surgir com imensa força na região. A praia da Caota, a dez quilómetros do centro da cidade tem águas límpidas e bem calmas, ideais para o mergulho submarino. Já a Baía Azul começa a ter serviços hoteleiros e algumas infraestruturas para receber os visitantes. A praia Morena é a mais urbana de todas e faz as delícias dos casais românticos que passeiam de mãos dadas ao fim da tarde ou para quem quiser petiscar um bom marisco na esplanada do bar Porta-aviões.

Parque da Chimalavera
www.chimalavera.org

Governo Provincial de Benguela
www.benguela.gov.ao

 

9 – Ouro Negro e Ouro Branco

O petróleo e os diamantes são os grandes responsáveis pelo desenvolvimento acelerado e pelo poderio de Angola em África. Graças a estas fontes de riqueza foram gerados milhares de postos de trabalho para os angolanos. A aposta interna na mão-de-obra especializada é uma realidade que criou uma classe média emergente, ávida de consumo. O setor petrolífero emprega mais de 70 mil pessoas, 58 mil nacionais e 13 mil estrangeiros. Muitos jovens estão a estudar nas melhores universidades do mundo subsidiados pela Sonangol – Sociedade Nacional de Petróleos de Angola – para que num futuro próximo, transmitirem conhecimentos aos seus colegas.
A capacidade petrolífera de Angola (concentrada sobretudo em off-shores ao largo de Cabinda e da província do Zaire) corresponde a cerca de três por cento das reservas mundiais e será suficiente para os próximos 35 anos. Para 2014, estima-se uma produção diária de dois milhões de barris por dia. Cerca de cinco por cento do combustível consumido nos Estados Unidos é angolano e no último ano, o país tornou-se no principal fornecedor da voraz economia chinesa, ultrapassando a Arábia Saudita.
Mudando de assunto e falando de algo mais brilhante, a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) não pára de criar novos projectos e garante que neste próximo ano mais jazidas serão descobertas. A produção em 2010 foi decepcionante, mas em 2011 a Endiama vendeu 8,2 milhões de quilates de diamantes, tendo obtido uma receita de 1,16 mil milhões de dólares. Para evitar problemas relacionados com tráfico de pedras, corrupção e desvios, a nova legislação angolana sobre o mercado de diamantes obriga à entrega de um certificado de origem legal, devendo todas as compras e vendas de diamantes ser certificadas pela Sodiam, uma empresa subsidiária da Endiama. Tal como acontece com os lucros astronómicos da indústria petrolífera, estão em execução em todo o país vários projetos sociais financiados pela venda destas pedras preciosas. Esta é a solução encontrada para levar até às populações carenciadas alguns dos benefícios da exploração massiva das riquezas do país. No entanto, os esforços são ainda muito incipientes e há que ultrapassar os jogos de poder e os interesses políticos e económicos envolvidos. Mas os tempos são de mudança.

 

 

10 – Turismo

Só quando as estradas começaram a ser reabilitadas e os aeroportos adquiriram melhores condições é que os angolanos aguçaram a curiosidade por desbravar o seu proprio país. A vinda de muitos estrangeiros, sobretudo técnicos, que ajudam à reconstrução de Angola, foi outro dos motivos que levaram a que as que as cidades se preocupassem finalmente com a qualidade da estrutura hoteleira e com os serviços da restauração. O turismo de negócios, os congressos e feiras internacionais alavancaram investimentos importantes para o desenvolvimento deste sector.
A costa marítima de Angola, com mais de 1600 quilometros de extensão, tem além da areia branca e águas translúcidas, uma fauna subáquatica riquíssima para os apaixonados pela pesca desportiva. Alguns clubes privados criam entre si torneios e competições que já bateram alguns recordes mundiais com os peixes capturados na foz do rio Kwanza. O clube Náutico de Luanda, e a Federação Angolana de Pesca Desportiva estão a tentar trazer o campeonato do mundo da modalidade para Angola, em 2015.
No que diz respeito ao turismo rural e de aventura, em todo o território há parques nacionais, por exemplo, o da Quissama, no Bengo, o da Mupa, no Cunene, o de Iona, no Namibe e o da Cangandala, em Malange. Todos estes locais estão a ser reabilitados, e portanto convém entrar em contacto antecipadamente, para não perder a viagem. Alguns já contam com bungalows para ver com calma os animais selvagens que por lá habitam.
Uma curiosidade: durante a guerra, muitos animais foram libertados, predados ou fugiram do seu habitat natural. Atualmente, com o projecto Arca de Noé, na Quissama, estão a ser trazidos animais de países vizinhos para o parque. Os 30 elefantes trazidos em 2001 multiplicaram-se e são agora 65. As girafas aumentaram de quatro para 14, e as 16 zebras já deram uma centena de crias. Sinal dos tempos de paz é também o facto de muitos destes animais estarem a regressar naturalmente a casa. Nalguns sítios vêem-se mais animais do lado de fora das reservas, à espera de conseguirem passar as cercas, do que do lado de dentro.

Todos os hotéis do país no novo site
www.hoteisangola.com

Clube Náutico de Angola
www.clubenautico.org

Federação de pesca desportiva
www.fapd.co.ao

Trevogel – Turismo Rural e Aventura
Rua Robert Shield’s, 25, 1º Ingombotas, Luanda
+244 222 337 943
trevogel.blogspot.com

Kwanza lodge e Passeios no deserto
aasafaris.com

 

por Juliana Torres

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