A família real portuguesa instalou-se no Rio de Janeiro em 1808, transferindo, pela primeira e única vez na história, uma corte europeia para uma colónia. Mas foi em São Paulo que, no dia 7 de Setembro de 1822, D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal, proclamou a Independência do Brasil. Fundada em 1554 pelo padre Anchieta, português e jesuíta, a maior cidade de todo o hemisfério sul tem mais de um milhão e meio de quilómetros quadrados, mais de 11 milhões de habitantes e é a capital do Estado com o mesmo nome. Quem nasce na cidade é paulistano e no Estado é paulista. Os paulistas fizeram, em 1932, uma revolução chamada de Constitucionalista, celebrada, até aos nossos dias, no dia 9 de Julho e que, entre outras coisas, pretendia separar São Paulo do resto do Brasil, tornando-o num país independente. Não resultou, mas a fleuma dos paulistanos persiste e, com gente de toda a parte, transforma a cidade todos os dias. É uma urbe excessiva, exagerada, complexa. Não é fácil amar São Paulo, mas quem rompe a barreira do óbvio e descobre as suas magníficas nuances, a grandeza da sua arte, a sua imensa oferta gastronómica, o requinte das suas lojas, os seus belíssimos parques e a sua fortíssima arquitectura, vai querer voltar de certeza.